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Cercados de mitos, crendices e lendas, os
escorpiões são os invertebrados peçonhentos
responsáveis pelo maior número de acidentes
causados ao homem.
Noturnos e solitários, sobrevivem
no ambiente urbano pela disponibilidade de condições
de abrigo e pela presença de uma rica fauna de invertebrados
rasteiros, preferencialmente, as baratas. Durante o dia escondem-se
em locais sombreados e úmidos, sob pedras, troncos
de árvores, tijolos, cascas de árvores velhas,
em frestas de muros, dormentes de estradas de ferro, lajes
de túmulos e outros mais.
O homem, por meio do transporte de cargas
em rodovias e ferrovias e o desenvolvimento imobiliário,
é responsável pela dispersão dos escorpiões
nos grandes centros urbanos.
A principal espécie de importância
médica é o Tityus serrulatus, também
conhecido como escorpião amarelo e que apresenta uma
ampla distribuição geográfica.
A natureza partenogenética desta espécie,
que exclui plenamente a necessidade da presença do
gameta masculino para fertilização dos óvulos,
a longevidade aproximada de quatro anos e a possibilidade
de gerar em média de 14 a 20 filhotes ao ano, favorece
seu crescimento populacional, permitindo atingir o status
de praga urbana em muitos municípios brasileiros, criando
diferentes situações de risco de acidentes humanos,
pois habitam locais com infestação de baratas,
terrenos baldios e, principalmente, onde haja acúmulo
de entulhos e materiais de construção sem a
devida conservação. A picada do escorpião
amarelo em crianças pode ocasionar um estado clínico
grave, podendo conduzir a vítima à morte.
Outras espécies como o Tityus bahiensis
e o Tityus stigmurus são também bastante representativas
em grandes centros urbanos.
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