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Modificações no comportamento
humano, seja por razões econômicas ou sociais,
estão fazendo ressurgir no ambiente urbano um grupo
de organismos quase esquecidos: os carrapatos.
Esses aracnídeos ectoparasitos estão
de volta, causando incômodos e óbitos.
Os carrapatos geralmente necessitam de três hospedeiros
para desenvolvimento do ciclo biológico, que se inicia
no solo, onde a fêmea realiza a postura.
Dos ovos eclodem larvas que buscam na vegetação
das áreas livres, dos logradouros públicos ou
dos jardins domiciliares, um lugar de abrigo até encontrar
um hospedeiro, no qual realizam seu primeiro repasto sangüíneo,
retornando ao solo para a ocorrência de uma muda, quando
alcançam o estágio de ninfa.
Esta fase é bem prolongada e pode ocorrer em um ano,
aguardando a chegada do segundo hospedeiro, no qual se fixam
para a realização de uma demorada hematofagia.
Finalizada esta etapa, sofrem uma segunda muda, surgindo então,
os machos e as fêmeas que rapidamente tornam-se adultos
e aptos à reprodução. Transmissores da
febre maculosa, os carrapatos inserem-se na lista de pragas
urbanas de importância em Saúde Pública,
destacando-se a espécie: Amblyomma cajennense
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